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domingo, 26 de dezembro de 2010

Motos pegam carona na economia

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Frota de motos cresceu 279% em dez anos, seguindo o ritmo de alta do emprego e da renda no Interior. Bicicletas e jumentos estão se aposentando.

O Ceará criou 569.229 empregos em onze anos, no Interior, entre 1999 e ano passado. A expansão da economia no período proporcionou uma série de transformações nas nas zonas urbanas e rurais. O consumo de motos é um dos exemplo - para o bem e para o mal.

Ficou fácil ter uma moto hoje no Ceará. No Interior é possível comprar uma unidade nova sem dar um real de entrada e com parcelas de pouco mais de R$ 200. Além disso: não precisa ter habilitação para efetuar a compra. E ainda há facilidade de financiamento.

A moto é o símbolo do crescimento econômico do Interior neste período. Em 2001, por exemplo, havia 152.679 motos nas cidades interioranas. Já este ano o número saltou para 579.691 unidades. O crescimento foi de 279% em dez anos.

Limoeiro do Norte era um exemplo de cidade tomada por bicicletas. Parecia uma China em pleno Jaguaribe. O desenvolvimento mudou a vida de cidade. É como diz o prefeito João Dilmar: quem tinha cabra passou a ter vaca; no trânsito a bicicleta e o jumento deram lugar à moto.

“A moto é hoje um bem muito visado e o consumo se tornou desejado e possível. E a moto, como um bem durável, reflete o atual cenário econômico”, afirma o coordenador de Estudos e Análise de Mercado do Instituto de Desenvolvimento de Trabalho (IDT), Erle Mesquita.

O setor público e a indústria foram os principais puxadores da alta do emprego no Interior neste período. Além disso, houve melhorias na distribuição de renda e, ainda, investimentos públicos e privados. Estes motivos, conforme Erle, permitiram ao Interior expandir sua economia e a explosão no consumo de motos foi uma das consequências.

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) indica que, em 1980, 77% de todos os veículos do Ceará estavam em Fortaleza. A realidade se manteve até 1990. Já a partir de 2000 houve a explosão de motos no Interior e o cenário mudou: as cidades interioranas hoje concentram 57,8% de toda a frota do Ceará.

Hoje o Ceará tem a sétima maior frota de motos do Brasil, atrás somente de estados mais ricos e mais populosos. Tem mais moto que o Rio de Janeiro, por exemplo. Em 2001 as motos representavam somente 29% de toda a frota do Ceará. Hoje o percentual é de 45%, conforme o Detran. O setor de motos acelera e o poder público não tem freio. Quase todo o território do Ceará hoje não tem fiscalização de trânsito. A mistura entre dinheiro, acesso facilitado e politicagem leva a um caos no asfalto e nos hospitais. E a cada dia piora.

Somente 26% das cidades do Ceará hoje têm órgão de trânsito. São 135 prefeituras atualmente descumprindo a lei e se omitindo de fiscalizar irregularidades como o uso de álcool por motoqueiros, falta de capacete, menores ou pessoas inabilitadas conduzido motos, entre outros abusos.

Nos últimos nove anos houve 2.871 motoqueiros mortos e 35.584 feridos em todo o Ceará.

ENTENDA A NOTÍCIA
A economia deu sua contribuição e, com a alta do emprego e da renda, permitiu ao cidadão comprar a moto, mas é preciso que o poder público assuma suas responsabilidades e fiscalize o trânsito no Interior.

Fonte: O POVO Online
Diego Lage
Foto: Igor de Melo
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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Agricultores que perderam safra esperam seguro

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Passadas as chuvas, os agricultores agora contabilizam os prejuízos e aguardam o repasse do Seguro Safra

Tivesse o inverno sido “bom” — nem oito nem 80 — os agricultores cearenses estariam neste exato período iniciando a grande colheita do milho e finalizando a de feijão. As mandiocas já iriam para as casas de farinha, e os mercados livres estariam sortidos, e a mesa do agricultor estaria, possivelmente, farta. Mas o prejuízo causado pelas enchentes neste ano dividiu os agricultores em quem teve ou não teve sorte, a depender da quantidade de água em suas terras. No Vale do Jaguaribe e na zona norte, regiões mais atingidas, quem ficou no prejuízo faz o que pode para não passar fome e aguarda ansiosamente o Seguro Safra, que ainda não tem data certa para ser pago. Esse é só mais um dilema dos produtores da safra perdida. Segundo a Ematerce, a estimativa do Ceará, que até maio era de colher 1.048.235 toneladas de grãos, reduziu para 980.833 toneladas, um valor 30,4% menor do que o esperado no início do ano, de antes das enxurradas.

Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), ainda não há previsão para o pagamento do Seguro Safra. O motivo é que a Ematerce tem que finalizar os laudos das perdas deste ano e enviar o documento para Brasília. A previsão é que os laudos sejam concluídos até o fim do mês de julho.

Quando o agricultor Antônio de Fátima esmagou umas sementes de milho no dente e viu que não se “esfarelou” teve a certeza de que não estava bom. É quando o milho “gruda” no dente sem esfarelar, e vem a conclusão de que o plantio está perdido e a esperança, mesmo durante as cheias, tem um fim. O que pode ser aproveitado, uma menor porcentagem, serve de alento que o trabalho não foi em vão - há sempre a exceção na falta ou na fartura. Seu Antônio perdeu aproximadamente 55% da produção de milho às margens da CE-377, no bairro Boa Fé, em Limoeiro do Norte.

Quem já vive da agricultura de sequeiro e tem prejuízo no que deveria ser o melhor período do ano só lamenta. “Aí ficou pior”. A saída, nesses casos, é vender algumas galinhas, alguma criação de corte, fazer um serviço de servente de pedreiro aqui e acolá, trabalhar na colheita e na venda dos agricultores que não foram tão castigados pelas águas e, por fim, aguardar que o Governo Federal dê o aval para o repasse das seis parcelas do seguro safra. Os agricultores cearenses não estão com as mãos na cabeça porque com elas para cima ninguém trabalha. Este é outro capítulo das enchentes no Ceará.

O solo cearense é arenoso, e por isso as perdas agrícolas com as chuvas são mais significantes. Seu Antônio é um dos 1.752 agricultores de Limoeiro cadastrados para receber o Seguro Safra, um recurso financeiro que tem a participação dos governos municipal, estadual e federal, além da contribuição do próprio beneficiado, que deve ter pago, até janeiro último, o boleto bancário que o coloca automaticamente no grupo de assegurados. Mas daí a ver a cor do dinheiro é preciso, além das contribuições dos órgãos, que seja averiguado o nível de perdas a que chegou cada município. O relatório da Secretaria Municipal de Agricultura, enviado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, apontou prejuízo médio de 60% das lavouras de sequeiro por causa das chuvas. O Governo do Estado, via Ematerce, realiza o laudo por amostragem das perdas. A sede regional em Limoeiro avalia aleatoriamente (conforme solicita o Governo Federal) 40 plantios para laudo por amostragem, para refutar, ou não, a informação municipal. Mas, até ontem, apenas 20 laudos tinham sido efetivados. Segundo o gerente local da Ematerce, Oliveira de Almeida, seriam necessários dez agentes para fazer o trabalho, mas o escritório só tem três agentes.

Esse é um dos principais passos para a entrega do seguro, que aumentou para R$ 600,00, sendo quatro parcelas de R$ 150,00. Mas no meio disso vários produtores tiveram 100% de perda, assim como José Amorim, de Quixeré. A espiga de milho não chegou à metade do tamanho que deveria. Agora a esperança é conseguir trabalho temporário nas fazendas fruticultoras da Chapada do Apodi, onde a agricultura é irrigada – e também registrou prejuízo, ainda que menor e de forma mais sustentável do que na realidade dos agricultores de sequeiro.

RELATÓRIO AGRÍCOLA Colheita será 9,5% menor que 2008

As 980.833 toneladas previstas, atualmente, para serem colhidas já é 9,5% menor do que a safra de grãos colhida em 2008. O quadro é pior quanto mais amplos são os levantamentos de perdas. Os dados constam do Relatório da Situação da Safra Agrícola, produzido pela Ematerce com levantamentos de até 15 de junho.

Quando somadas as perdas de grãos com as de mandioca (que ainda deve ser colhida mais do que em 2008) a safra de sequeiro apresenta um déficit, comparado às previsões de janeiro, de 23,5%. As avaliações de perdas não são conclusivas, pois apenas a cultura do feijão está com a safra definida. As demais, milho, mamona, arroz, algodão, sorgo e amendoim terão suas safras definidas até julho, enquanto que a mandioca só dará um resultado definitivo a partir de agosto.

A cultura do feijão foi a que mais fortemente sofreu os efeitos do excesso de chuvas, atingindo até este período 43,8% de perdas. O milho tem perdas registradas, até o momento, em 27,9% da produção esperada inicialmente. Esses dois números são importantes porque feijão e milho têm as maiores participações relativas na produção cearense: 42,63% e 52,81%, respectivamente.

Também houve uma queda no rendimento da colheita por hectare. A previsão atual é de 721 quilogramas por hectare, contra 809kg colhidos em 2008. Mais uma vez o feijão apresenta o menor rendimento, com 32% a menos de produtividade por hectare colhido em 2008. Nos próximos dias, outro relatório da safra agrícola deverá ser divulgado, mas a divulgação mais aguardada é a da liberação do seguro safra. O Ceará tem 161 municípios credenciados no Seguro Safra.

Mais informações: Ematerce (85) 3217.7872 Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) (85) 3101.8158 Melquíades Júnior Colaborador

Texto: Diário do Nordeste
Foto: Melquíades Júnior

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Sebrae lança pacote para ajudar micro e pequenas empresas prejudicadas pelas chuvas no Ceará

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O recurso beneficiará 825 empreendimentos de pequeno porte em 40 municípios cearenses.

Sebrae lança pacote para ajudar na recuperação das micro e pequenas empresas prejudicadas pelas chuvas, São Gonçalo do Amarante está entre os municípios beneficiados

As micro e pequenas empresas do Ceará que foram prejudicadas pelas enchentes receberão o investimento total de R$ 700 mil do Serviço de Apoio ao Empreendedor e Pequeno Empresário (Sebrae), para a recuperação dos negócios. O pacote foi lançado nesta quinta-feira (4), em Itaiçaba (CE), pelo presidente do Sebrae Nacional, Paulo Okamoto, e pelo diretor técnico da instituição, Luis Carlos Barbosa.

O recurso beneficiará 825 empreendimentos de pequeno porte em 40 municípios, com ações que começarão pelo mapeamento da situação dos empreendedores atingidos e que têm, como foco estratégico, o acesso ao crédito, capacitação gerencial e políticas públicas para a renegociação das dívidas.

Segundo Okamoto, a meta do Sebrae é que, até o final do projeto, previsto para primeiro de dezembro deste ano, todas as empresas beneficiadas recebam consultorias gerenciais e tecnológicas e soluções de crédito, inclusive junto a fornecedores; que pelo menos 10% delas consigam renegociar pagamentos e dívidas e que 60% retornem às suas atividades normais.

O investimento beneficiará os municípios de Acaraú, Bela Cruz, Chaval, Canindé, Cariré, Caridade, Coreaú, Crateús, Granja, Ibaretama, Ibicuitinga, Icapuí, Iracema, Iraçuba, Itaiçaba, Itapajé, Itapiúna, Itarema, Jaguaruana,
Limoeiro do Norte, Marco, Massapê, Meruoca, Morada Nova, Moraújo, Morrinhos, Pacoti, Pacujá, Palmácia, Pentecoste, Quixeramobim, Reriutaba, Russas, São Gonçalo do Amarante, Santana do Acaraú, Sobral, Tianguá, Uruoca, Varjota e Viçosa do Ceará.

São parceiros do Sebrae neste projeto o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Prefeituras municipais, Secretaria Estadual da Fazenda, Fecomércio, Fiec, Faec, ACC, IEL, SENAR, FECEMPE, FACIC e Associações Comerciais e Sindicatos Patronais dos municípios atendidos.


Karlos Emanuel Soares
Portal Investe NE

Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Amarante

Texto: AVOL
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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Del Monte vai produzir bananas na área do Apodi

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Maior produtora de abacaxi e melão do Estado, a Del Monte assegura que vai investir agora nas bananas

Enquanto enfrenta dificuldades no vizinho Rio Grande do Norte — por conta das enchentes —, a multinacional norte-americana Del Monte está investindo R$ 10 milhões na ampliação de suas atividades no Ceará.

Maior produtora de abacaxi e melão do Estado, a empresa vai plantar 255 hectares de banana no perímetro irrigado Jaguaribe Apodi, com início de produção previsto para três semanas, segundo seu gerente jurídico e de relações institucionais, Newton Assunção. “Não existe nenhuma decisão de fechamento de operações no Ceará, nem demissões de funcionários”, afirma Assunção. Pelo contrário, conforme diz, o novo projeto vai gerar 300 empregos diretos no lado cearense da Chapada do Apodi. Hoje, a multinacional emprega 1.500 trabalhadores na cultura do abacaxi, em Limoeiro do Norte, e vai gerar, em pleno pico de produção do melão, cinco mil postos de trabalho, em Quixeré, somando as vagas já citadas aos 3.500 empregos no melão.

“Tivemos excelente reunião com o governador na sexta-feira passada e vamos continuar mantendo esta parceria entre a Del Monte e o Governo do Estado”, comenta Assunção. Segundo o gerente jurídico e de relações institucionais, a empresa ocupa hoje uma área de 1.700 hectares com a produção de melão e de 1.500 hectares com o abacaxi. Exporta cerca de cinco milhões de caixas de abacaxi e melão/ano. “São culturas voltadas para o mercado europeu, em países como Reino Unido, Alemanha”, diz.

Texto: Diário do Nordeste
Foto: Antônio Viselmo
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terça-feira, 26 de maio de 2009

Escassez eleva preços dos vegetais

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Está faltando verdura na mesa das famílias jaguaribanas. Onde não foi a chuva estragando a plantação, foi a enchente dos rios inundando e arrastando as hortas perto de suas margens. O bairro Ilha de Santa Terezinha é o mais atingido de Limoeiro do Norte e o maior fornecedor dos vegetais. Agora, cheiro verde e alface são os produtos mais raros. A falta desses vegetais, que até então eram os mais consumidos, tem elevado os preços em mais de 200%, para indignação das donas de casa.

Os feirantes, que já compram os produtos a preço altíssimo, reclamam dos prejuízos nas vendas. Não são desabrigados nem desalojados das cheias, mas perderam, pelos quintais de hortas, todo o recurso para sustento familiar.

“O cheiro verde vai crescendo, aí bate a chuva com tudo, daquele tamanho nanico não passa mais”, reclama o feirante Aldenir Bessa, de Limoeiro do Norte. Isso quando começou a chover bastante, em abril. Depois não tinha sol que vingasse o plantio. O feirante e dono de horta Francisco de Assis Lima Costa teve um prejuízo dobrado. Perdeu todo o plantio, de onde tirava para abastecimento de sua barraca e de outros feirantes da cidade. “A chuva acabou com tudo, e o que tem a gente precisa comprar dos de fora”, afirma. O plantio estragado gerou um prejuízo de R$ 3,5 mil ao pequeno agricultor.

O bairro, que fica próximo às margens do Rio Jaguaribe, é o principal abastecedor local das hortaliças vendidas em feiras e frigoríficos da cidade. Prejuízo também muito acumulado aos moradores de Jaguaruana.

Dezenas de hortas, mesmo as suspensas em estruturas de madeira, foram inundadas pelas águas. A dona-de-casa Ana Lúcia Gomes, de Limoeiro, reclama indignada do preço que teve que pagar por um ramo de cheiro verde: R$ 1,50. “Isso é um absurdo”, define. Antes da quadra chuvosa, o cheiro verde custava só R$ 0,35”.

Os feirantes dizem estar do mesmo lado dos consumidores, e reclamam de forma generalizada o preço dos produtos, afinal, eles já estão comprando caro dos fornecedores. “Uma caixa de pimentão eu comprava até de R$ 10, e agora tô comprando de R$ 23, aí os consumidores pensam que a gente que tá explorando, mas quem planta verdura, o pouco que colhe tá vendendo caro”, explica a feirante Maria do Carmo Ferreira, alegando que em 18 anos de feira nunca passou por uma situação de desabastecimento de vegetais como agora.

“Está muito difícil, sou o homem e a mulher de casa, agora a gente precisa que alguém olhe por nós. Os feirantes ‘grandes’, ainda compram na Ceasa e já revendem caro pra nós pequenos, que não temos condições de ir comprar”, afirma Maria do Carmo. A reclamação também se estende para as barracas, todas cobertas com papelão e plástico, mas de tão precária a estrutura que, sempre que chove, molha os produtos para venda.

Além de cheiro verde, alface e pimentão, raros nas barracas, melão e banana também começam a faltar. De acordo com o feirante Gilberto Mendes, a situação de penúria pode durar até o fim do ano, afinal, as verduras levam de 30 a 90 dias para serem colhidas, e enquanto houver chuva, qualquer plantio é arriscado. O secretário municipal do Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Antônio Deusimar, disse que será feito um levantamento das perdas, “pois só com um dado preciso pode reivindicar alguma coisa para todos”.

Mais informações:

Dnocs
Av. Duque de Caxias, Centro, Fortaleza (CE)
(85) 3288.5100
www.dnocs.gov.br

Secretaria Municipal do Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente (Semar), Rua Cel. Antônio Joaquim, 1964, Centro
(088) 3423.1611

Texto: Diário do Nordeste
Foto: Melquíades Júnior
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Comércio registra queda em 70%

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Queda nas vendas deixou o mês de maio como o pior, até o momento, para o comércio jaguaribano

Limoeiro do Norte. As chuvas no Ceará atingiram em cheio até mesmo quem não viu a água invadir por suas portas. A existência de cheia em diversas localidades e a possibilidade de inundação em outras fez os consumidores terem mais cautela e retraírem nas compras, guardando o dinheiro para a ação emergencial. Comerciantes dos municípios mais atingidos registraram perda de até 70% do faturamento, e o mês das mães já é considerado o mais fraco do ano até agora. Também aumentou a inadimplência. Para abrigar vítimas, as fábricas que precisaram parar acumulam prejuízo. Em outros casos, os clientes querem receber os produtos somente quando as águas baixarem.

O sábado de manhã nos municípios do Interior, geralmente, é de feira intensa. Mas não tem sido assim ultimamete. Em Limoeiro do Norte, moradores nas localidades rurais chegam em caminhões pau-de-arara para fazer as compras da semana. O sábado tem sido diferente dos outros dias da semana. “Teve um dia aqui que era tudo deserto, parecia um domingo, você não via quase ninguém na rua”, comenta o comerciante varejista Luis Rodrigues.

As pessoas não estavam na rua porque tentavam escapar com seus pertences das águas, em cima de frágeis canoas, indo para sabia-se Deus onde. Eram os primeiros dias de desabrigados de comunidade limoeirenses como Ilha de Santa Terezinha, Sítio Saquinho e Setor NH3, inundadas pelas águas do rio Jaguaribe.

“As pessoas não estão pensando em comprar, estão querendo segurar o dinheiro para o caso de uma enchente”, conta o proprietário da loja de móveis e eletrodomésticos M. Alves Bezerra, Aureliano Alves. Em algumas vendas efetivadas, clientes deram o valor de entrada, mas pediram para só entregar o produto quando passar o período chuvoso.

A economia do Interior é alimentada, principalmente, pelo setor primário. Mas somente no período de 16 de março a 15 de abril a agricultura do Ceará já estimava uma perda de R$ 5,8 milhões. O próximo registro, que inclua o mês de maio, das cheias, será assustador.

Em Itaiçaba, que perdeu praticamente 100% da safra, as lojas estão vazias. E quem não é dono de loja, que contrata, teme pelo emprego. Também há acumulado de perdas, quanto mais chove, no setor ceramista de Russas. Na loja Center Variedades, em Limoeiro, que atende a clientela da zona rural e vende de bijouterias a roupas simples, a queda no faturamento foi de 70%. “Aqui praticamente parou”, diz a comerciante Egileide Moreira.

Melquíades Júnior
Colaborador

Mais informações:

Prefeitura Municipal de Limoeiro do Norte
R. Cel. Antônio Joaquim, 2121, Centro
(88) 3423.1783

Texto: Diário do Nordeste
Foto: Melquíades Júnior
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domingo, 17 de maio de 2009

Mobilização para ajudar o campo

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A situação crítica que atravessam os municípios cearenses, por consequência das chuvas, motivou a criação de pacotes emergenciais para o amparo dos agricultores familiares

O governador Cid Gomes liberou, no dia 5 de maio, mais R$ 1,2 milhão para os municípios atingidos pelas enchentes. O total liberado pelo Palácio Iracema é de R$ 3,5 milhões, que deverão ser aplicados em assistência imediata às famílias desabrigadas ou desalojadas em Coreaú, Crateús, Itaiçaba, Itapiúna, Limoeiro do Norte e Morrinhos. Ao todo, são 16 municípios atendidos com verbas do Estado.

A maioria destes desabrigados dependem da agricultura para subsistência das famílias. Segundo o presidente da Fetraece, Moisés Braz, no Ceará já existe um fundo de apoio à agricultura familiar, o Fedaf, que deve ser destinado aos produtores atingidos pelos temporais. “É nossa intenção encaminhar pedido ao Governador para que os recursos sejam enviados às vítimas. Não sei quanto tem, mas o fundo existe e já está disponível”, garante.

De acordo com Braz, para as cidades declaradas em estado de calamidade pública foram liberados R$ 200 mil para a compra de colchonetes, alimentos e materiais básicos. “O que nos foi passado pelo Governo é que é uma atitude emergencial”, afirmou.

Existe ainda o pagamento do Seguro para o programa do biodiesel, que está em processo de avaliação e, de acordo com o orientador da Célula de Bioenergia da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado(SDA), Roberto Virgínio, sai esta semana para 5,5 mil produtores de oleaginosas.

Além disso, o pagamento do Garantia-Safra foi antecipado pelo Governo do Estado. Segundo a Fetraece, os recursos vão chegar primeiro às populações do Baixo e Médio Jaguaribe e Região dos Inhamuns, principalmente para Crateús, próximo ao Rio Acaraú.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, destinou R$ 550 milhões para os agricultores familiares cearenses, através do Plano Safra Mais Alimentos da Agricultura Familiar 2008/2009. Na safra anterior (2007/2008), foram investidos no estado R$ 350 milhões.

O limite de financiamento é de R$ 100 mil por agricultor familiar, com prazo de pagamento de até 10 anos, carência de até três anos e juros de 2% ao ano.

Apesar das medidas apresentadas, de acordo com o produtor rural, Antônio Maria, morador da Região de Itaiçaba, que fica a 170 quilômetros de Fortaleza, as ações ainda não foram percebidas. “O que se vê é distribuição de cestas básicas por parte da Prefeitura. Vamos ver o que acontece daqui para frente”, espera.(Carlos Henrique Coelho)


INICIATIVAS DE SOCORRO AGRICULTURA FAMILIAR > GOVERNO ESTADUAL

-Liberação de R$ 3,5 milhões para municípios
-Criação do Fundo de Apoio à > Agricultura Familiar

-R$ 200 mil para auxílio emergencial

-Injeção de verba para o Biodiesel

-Adiantamento do Seguro-Safra

-Programa de incentivo à irrigação

> Governo Federal

-Posibilidade de antecipação do > Programa “Minha Casa, Minha Vida”

-Liberação do FGTS para vítimas

-R$ 550 milhões para o Plano Safra no Ceará, sendo R$ 100 mil para cada família e dois anos de prazo

Texto: O Povo Online
Foto: Fco Fontenelle
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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Limoeiro é meta para receber atividades empreendedoras

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Desafio, sobretudo no interior do Estado, é fazer com que os jovens consigam financiamentos e se capacitem

Chegar, de maneira interativa, a jovens de 15 cidades cearenses até o fim de 2010, levando conhecimento de como empreender. Esta será a tarefa da nova gestão da Federação das Associações dos Jovens Empresários do Ceará (Fajece), empossada na noite de ontem, na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Ceará (Sebrae/CE).

Atualmente, a entidade realiza atividades nas cidades de Fortaleza, Tianguá, Sobral, Pacajus, Itapipoca, Iguatu, Jaguaribe e Quixadá, totalizando cerca de 700 associados. Para o segundo semestre, a meta é atender municípios como Limoeiro do Norte, Crato, Crateús, Juazeiro do Norte e Aracati.

´Será uma espécie de caravana que iria a esses municípios levando conhecimento de como empreender. É um trabalho que queremos colocar em prática no segundo semestre´, explica o novo coordenador geral da Fajece, Alekssandre Belarmino Mesquita.

´Hoje, a gente vê as ações muito soltas, sem ser em conjunto. Mas, o nosso grande desafio, sobretudo no interior do Estado, é integrar os jovens através de uma grande rede de relacionamento. É preciso que eles tenham mais capacitação e acesso facilitado à linhas de financiamento´, afirma Mesquita, lembrando que o trabalho da Fajece é desenvolvido em três frentes: integração, expansão e relacionamento.

Alekssandre Mesquita tem 31 anos, é turismólogo e é filiado à Associação dos Jovens Empresários (AJE) de Fortaleza, desde 2004. Na gestão 2008 da Fajece, atuou como gerente de Projetos da entidade.

Fundada em 1999 com a intenção de oportunizar equilíbrio na formação de jovens cearenses entre 18 e 36 anos, a Fajece tenta estimulá-los a utilizarem toda a sua energia criativa na gestão dos negócios, buscando despertar o potencial de liderança e fortalecendo a consciência critica.

Homenagens

Durante a solenidade de posse da nova diretoria da Fajece, o diretor Financeiro do Grupo Edson Queiroz, José de Arimatéia Santos, foi homenageado com a medalha ´Empreendedor Cearense 2009´, categoria Empreendedor Empresarial. O Dr. Sulivan Mota, diretor do Iprede, foi agraciado com a mesma comenda, só que na categoria Empreendedor Social.

Texto: Diário do Nordeste
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Petróleo Jaguaribano

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A Bacia do Ceará, para exploração de petróleo, vai expandir-se em terra com a inclusão da bacia do Araripe. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) anunciou que as pesquisas na nova área já têm até dotação financeira para financiá-las e constam de seu Plano Plurianual de Geologia e Geofísica. Serão coletadas duzentas amostras do solo, com as quais serão feitas análises laboratoriais e interpretação de dados geoquímicos, que visam à identificação de possíveis acumulações de hidrocarbonetos em superfície e à delimitação de áreas com maior atratividade exploratória.

A produção petrolífera terrestre do Ceará é de 2,2 mil barris por dia nos municípios de Aracati e Icapuí. O óleo pesado extraído é de excepcional qualidade, com destinação nobre voltada para alguns segmentos industriais. Pela natureza da produção, a Petrobras decidiu expandir essa atividade industrial, com a perfuração, somente na Fazenda Belém, de 120 a 130 novos poços, por ano, no período de cinco anos. Investimentos estimados em R$ 210 milhões irão garantir o dobro da produção atual, esperando-se alcançar 5,5 mil barris diários de óleo. No Ceará, a atividade se estende, também, às fazendas Retiro Grande e Olho-d´Água, aproximando-se de Jaguaruana. Paralelamente ao anúncio da expansão das atividades consolidadas na obtenção de óleo em terra, a Agência Nacional de Petróleo incluiu o Ceará na sua Rodada de Licitações. Integrantes da Bacia Potiguar, que engloba o Rio Grande do Norte e o Ceará, blocos exploráveis de óleo estão disponibilizados às empresas interessadas em aproveitar essas reservas. Elas estão situadas em Alto Santo, Limoeiro do Norte e Tabuleiro do Norte, no Vale do Jaguaribe.

Em plataformas marítimas, a Bacia do Ceará é explorada no município de Paracuru, mas não existe conhecimento completo do seu potencial, que se estende até o município de Acaraú e chega ao Piauí. As novas pesquisas se concentrarão nessas sub-bacias.

Os efeitos da fase preliminar da indústria petrolífera se fazem sentir em algumas regiões do Nordeste, como em Mossoró. Os avanços estruturais ocorridos na cidade transformaram-na num pólo econômico atraente, aproveitando a vocação geoeconômica já exercida no Estado. O aspecto geopolítico se juntou ao crescimento material, resultante da riqueza gerada pelo petróleo, modificando, por completo, seu perfil econômico.

Os ´royalties´ transferidos para as áreas cearenses beneficiadas ainda são diminutos, se comparados com outras regiões produtoras de petróleo. Entre janeiro e outubro do ano passado, foram recebidos R$ 55,5 milhões, 47% a mais em relação a igual período do ano passado. A realidade, porém, começa a mudar. O Ceará tem 93% de seu território encravado no semi-árido nordestino e solos cobertos por camadas petrificadas.

Esses fatores impossibilitam a infiltração da água das chuvas, tornando-os impróprios à agricultura. Com essa desvantagem, é muito auspiciosa a informação de que debaixo desses solos tenha riqueza suficiente para resgatar seus habitantes do subdesenvolvimento.

Texto: Diário do Nordeste
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