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terça-feira, 23 de junho de 2009

Operação limpeza após enchentes

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Com o recuo das águas das chuvas, todas as áreas que foram danificadas e sujas serão visitadas pela operação de limpeza desencadeada neste município, lançada no último fim de semana, com entrega de equipamentos para as equipes de limpeza urbana da cidade. Os garis receberam Equipamento de Proteção Individual (EPI) e máquinas para poda. O material já era reivindicado pelos servidores havia bastante tempo.

A cidade está, indiscutivelmente, mais suja que o normal, por causa das chuvas. No quintal das casas, o mato cresceu e, no fim de semana, é todo arrancado, e os entulhos são colocados na frente da casa. Se não for dia de coleta, o lixo se espalha na rua, aumentando o trabalho dos garis — cerca de 40 servidores atuam nas equipes de limpeza, entre agentes de coleta e motoristas. Os 28 pares de botas, sapatos, calças, chapéus e camisas do uniforme e demais equipamentos foram entregues na WA Construções e Serviços, que atua na prestação de serviço terceirizado.

“Foi bom, a gente estava precisando, o nosso uniforme já estava bastante gasto”, diz o gari Francisco da Costa Silva, ou “Baixinho da Prefeitura”, há 21 anos trabalhando na limpeza urbana de Limoeiro, coletando o lixo doméstico das ruas e praças. Na entrega, já experimentou o uniforme novo — foram entregues sapatos, botas, calças, camisas e bonés, além de quatro máquinas para podas do mato que fica no canteiro das ruas e também das praças.

A reivindicação do “Baixinho” agora é quanto aos salários. Garis disseram que há dois meses estão recebendo cerca de 10% menos. Segundo a Prefeitura, o reajuste de alguns dos servidores ocorreu na cota recebida de insalubridade, que em alguns casos estava além do que deveria, e houve uma equiparação aos demais servidores da limpeza.

O secretário de Desenvolvimento e Infra-estrutura, José Lins Guerra, pediu empenho aos servidores para a limpeza “extra” a ser realizada devido aos estragos causados pelas águas das chuvas. O prefeito João Dilmar alertou para que os motoristas dos carros de lixo soubessem respeitar o ritmo de coleta dos garis, “para que dê tempo de pegar o saco do lixo e devolver os depósitos na frente das casas, sem deixar jogados no meio da rua”.

Todos os dias são colhidas cerca de 40 toneladas de lixo no município, que são depositadas em aterro sanitário que ainda não segue todas as condições necessárias de depósito de resíduos sólidos. Está em vigor um consórcio intermunicipal de construção de aterro sanitário na região.

Mais informações:
Serviço de Limpeza Urbana de Limoeiro do Norte-(88) 3423.1165

Texto: Diário do Nordeste
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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ainda há tempo para agir

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Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o Nordeste pode perder um terço de sua economia com o aumento da temperatura até o fim do século. O momento é de investir em alternativas sustentáveis de desenvolvimento, no gerenciamento dos recursos hídricos e em ações como a redução do uso de mata nativa da Caatinga para a produção de carvão

As mudanças estão acontecendo. E os efeitos da virada climática preocupam quem vive e pensa o desenvolvimento das regiões mais vulneráveis ao já previsto aumento de temperatura: as semiáridas. A busca por soluções é o desafio da Segunda Conferência Internacional Sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas, a Icid+18, lançada ontem em Fortaleza, no Dia Mundial de Combate à Desertificação. A sigla faz referência ao título do evento em inglês e à primeira edição, realizada também na capital cearense, no escopo da Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco 92, que ocorreu no Rio de Janeiro.

Cid mostrou para Minc dois postes de iluminação que funcionaram a energia eólica e solar no Palácio Iracema (Foto: Igor de Melo)

A conferência será realizada em Fortaleza e pretende contar com 2 mil participantes, entre pesquisadores de pelo menos 50 países, estudantes e gestores. Além da data, 16 a 20 de agosto de 2010, o evento tem estabelecido um desafio principal: servir de base para políticas públicas de adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. A Icid+18 ainda poderá ser subsídio para discussões mais amplas, caso a Rio+20 seja confirmada para 2012.

A Icid+18 é promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Governo do Ceará. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou da solenidade de lançamento e enfatizou os riscos do aumento das áreas desertificadas e da falta de preparação para um fenômeno já previsto. “Há um risco real, caso a temperatura se eleve dois graus Celsius até o fim do século, e essa é a possibilidade mais otimista, de que o Nordeste perca um terço de sua economia”, alertou. O dado é do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que prevê aumento até maior de temperatura e que o nível do mar subirá alguns centímetros, o suficiente para causar estragos em zonas litorâneas.

Por isso, o Nordeste, onde está a maior parte do Semiárido brasileiro, será contemplada com metade dos recursos do Fundo Clima, plano enviado ao Congresso e formado com 10% do lucro do petróleo. Isso significa R$ 900 milhões para o Brasil - R$ 450 milhões para o Nordeste. Serão recursos para recuperar nascentes, solos e recursos hídricos, fazer plantações em volta das nascentes e matas ciliares em volta dos rios.

Na Icid+18, os cientistas precisarão dar conta de uma atualização dos conhecimentos sobre as mudanças climáticas desde a última conferência. Como explica o diretor da Icid+18, que também dirigiu a Icid em 1992, Antônio Rocha Magalhães, a ciência avançou para comprovar que a tendência é que existam áreas cada vez mais áridas e que o gerenciamento dos recursos hídricos será essencial, já que o aumento das temperaturas e, consequentemente, da evaporação reduzirá a água disponível para o abastecimento das cidades e para a agricultura.

Texto: O Povo Online
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A batalha do Jaguaribe

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Populações dos municípios ribeirinhos do Jaguaribe iniciam movimento articulado para barrar a degradação do rio e recuperá-lo

Um ato realizado ontem em Limoeiro do Norte – o lançamento do Movimento dos Povos do Rio Jaguaribe (reunindo 21 municípios) – chamou, ontem, a atenção dos cearenses para a situação de degradação do maior rio do Ceará. A presença do ministro Carlos Minc – do Meio Ambiente – e do vice-governador Francisco Pinheiro fizeram da manifestação mais do que um ato simbólico.

O rio Jaguaribe (“Rio das Onças”) com um percurso de mais de 600 quilômetros teve um papel destacado no processo de ocupação do território cearense, a partir do século XVIII. Nem por ser temporário – considerado o “maior rio seco do mundo” (atualmente perenizado pelas águas do açude Orós) – deixou de atrair para suas margens os colonizadores que dali expulsaram os índios, exterminando-os. As aldeias indígenas foram substituídas por fazendas de gado e currais, que deram origem a vários núcleos populacionais que fizeram parte da chamada “civilização do couro”, em contraponto a “civilização canavieira” da Zona da Mata (praticamente inexistente no Ceará, que foi agraciado apenas com pequenos nacos da Mata Atlântica).

Suas águas foram represadas por dois grandes açudes – Orós e Castanhão – que apesar de seu impacto ambiental, contribuem para a perenização do rio e para o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza. Infelizmente, essa progressiva e longa ocupação foi feita de maneira desordenada. Aceita sem reação, quando ainda não havia uma consciência nítida sobre a questão ecológica, hoje se tornou inaceitável, sob qualquer justificativa.

O fato é que atualmente o Jaguaribe alcançou um grau de degradação insuportável. Suas matas ciliares foram devastadas. O desmatamento prossegue - não se vendo mais carnaubeiras, oiticicas, juazeiros, jucás, mutambeiras e canafístulas que antes povoavam suas margens -, dando lugar ao assoreamento, ao acumulo de detritos de lixo e esgotos, à privatização das margens por currais e chiqueiros de porcos, provocando a morte de peixes, fedentina, e fazendo de suas águas contaminadas um veículo propagador de doenças para a população que se serve do rio.

Diante disso, ergue-se um movimento de mobilização da sociedade civil para conscientizar os ribeirinhos e pressionar os grupos econômicos e o poder público no sentido de barrar esse processo de degradação. Isso implica em providências, como o saneamento básico nas cidades e povoados banhados por suas águas, o replantio das matas ciliares com a recuperação das faixas de terras ocupadas irregularmente, segundo os critérios da legislação ambiental. A reação chega numa hora em que cresce a indignação em todo País pela possibilidade de retrocesso na área ambiental por conta da pressão dos defensores do velho paradigma desenvolvimentista em contraposição ao desenvolvimento sustentável. Quem vencerá essa batalha, que tem na reação do povo jaguaribano um modelo a ser seguido?

Texto: O Povo Online
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Protagonistas de polêmica ambiental visitam o Ceará

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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária, senadora Kátia Abreu, estarão no Ceará nesta semana

Protagonistas de uma polêmica das maiores polêmicas da política nacional nas últimas semanas - com direito a processo na Justiça e “puxão de orelha” do presidente da República -, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), estarão no Ceará nesta semana. Hoje à noite, a senadora - que comanda a a bancada ruralista no Congresso -, participará da abertura do XIII Seminário Nordestino de Pecuária (PecNordeste), permanecendo na Capital até amanhã. Já o seu desafeto, Carlos Minc, visita o Ceará na próxima quarta-feira. Ele irá a Limoeiro do Norte para o lançamento do “Movimento dos Povos do Rio Jaguaribe”.

A crise entre Carlos Minc e Kátia Abreu começou no fim do mês passado, quando o ministro, em um ato que reuniu aproximadamente quatro mil integrantes da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Contag), afirmou que os médios e grandes produtores rurais não passam de “vigaristas”. Na avaliação de Minc, eles seriam responsáveis pela destruição dos biomas brasileiros, como o Serrado e a Mata Atlântica.

A resposta de Kátia Abreu foi dura. No último dia 2, depois de protocolar duas ações contra o ministro do Meio Ambiente por crime de responsabilidade, ela fez um pronunciamento no Senado, no qual classificou o ministro de um “alienado da economia nacional” e um “ecoxiita profissional”. Ao final do discurso, acrescentou que desprezava “o ministro e os seus”.

Minc não deixou por menos, e no mesmo dia, disse que a senador pelo DEM, caso fosse eleita presidente da República, substituiria o Bolsa Família pelo “Bolsa-Latifúndio”.

Dois dias depois, Minc admitiu que foi “enquadrado” pelo presidente Lula - sobretudo em relação às críticas dirigidas a outros ministros, casos de Reinhold Stephanes (Agricultura) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos).

Ele reconheceu ainda que se excedeu durante a participação na manifestação da Contag, mas disse acreditar em entendimento com Kátia Abreu. “Ora, se fiz acordo com a soja, com a cana e com o governador (Blairo) Maggi (do Mato Grosso), por que eu não posso fazer com a senadora Kátia Abreu, que é muito mais bonita, muito mais simpática e muito mais articulada? É uma questão de tempo”, brincou.

Ações sociais
Em sua passagem por Fortaleza, Kátia Abreu lançará o programa “Laptop rural”, que é voltado para a inclusão digital no campo. O lançamento ocorre na abertura da PecNordeste 2009, que ocorre de hoje até a próxima quinta-feira no Centro de Convenções.

A visita de Carlos Minc ao Ceará também tem um sentido social. Ao lado do governador Cid Gomes (PSB), o ministro lança um movimento que pretende revitalizar a Bacia do Rio Jaguaribe, evitando, por exemplo, que novas cheias venham a desabrigar as populações ribeirinhas. Batizado de “Movimento dos Povos do Rio Jaguaribe”, a organização quer contar com a participação da sociedade para recuperar a mata ciliar das margens do Jaguaribe e combater a contaminação das águas. (Italo Coriolano)

Texto: O Povo Online
Foto: Cleber Bonato

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Recorde de reserva demanda novos açudes

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Com o acumulado de água considerado recorde em 15 anos, o Ceará precisa de mais açudes para a próxima estação

Os reservatórios do Ceará entram na reta final do acúmulo recorde de água, e passados quatro meses do início da quadra chuvosa, o Estado desce da casa dos 95% da capacidade de reserva, um recorde em 15 anos de monitoramento da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh). A previsão é de que o Castanhão continue com quatro de suas comportas abertas por mais duas semanas. O Ceará está garantido de água por cerca de três anos de seca, mas, e os anos de cheia?


Mais 11 açudes serão construídos até o ano que vem, porque se em quatro meses de chuvas o acumulado subiu de 68% para 95%, o risco de colapso no abastecimento — em caso de inverno igualmente rigoroso no próximo ano — é maior. Na primeira quinzena de fevereiro, quando teve início a estação de chuvas, os 130 açudes monitorados pela Cogerh registravam 68,3% de acúmulo da capacidade. O Açude Trapiá III, em Coreaú, foi o primeiro a sangrar. Com 5,5 milhões de metros cúbicos, é um dos menores monitorados no Estado. Em 2009 houve sangria de pelo menos 117 açudes, dos quais 108 sangravam até ontem.

A Cogerh monitora 130 açudes no Ceará, mas existe um número maior de pequenos reservatórios, muitos em propriedades particulares, que não sofrem monitoramento, nem mesmo a fiscalização necessária desde a sua construção. Estes foram, em parte, responsáveis por casos de inundação em regiões habitadas próximas dos rios. Foi o caso de Morada Nova, onde 21 pequenos açudes arrombaram, aumentando a cheia na calha do Rio Banabuiú, provocando a cheia repentina no lugar. Em Iracema, também foi o arrombamento de um pequeno açude que levou água para parte da cidade, que em poucas horas atingiu 1,80 metros de inundação.

O Açude Castanhão, o maior do Estado, continua com quatro de suas comportas abertas, liberando ao todo 400 metros cúbicos de água por segundo (na cota 104,76 metros). Bem menos do que recebe do Rio Salgado, a montante – cerca de 150 metros cúbicos/segundo. O Castanhão atingiu seu recorde em 2009 na cota 105,65, e o percentual de 97,8% — em 2008 o seu volume durante as chuvas chegou a 84,5%. A cheia do açude fez o Dnocs liberar até mil metros cúbicos (ou um milhão de litros) por segundo para a calha do Rio Jaguaribe, que já estava muito cheio pelas mesmas chuvas e inundando parte das cidades de Limoeiro, Jaguaruana e Itaiçaba, pelos seus afluentes.

Conforme o engenheiro do Dnocs, Ulisses de Sousa, coordenador do Complexo Castanhão, as quatro comportas devem continuar abertas até que se reduza à cota 104 metros acima do nível do mar, o que deve acontecer nos próximos 15 dias. Ainda assim, o açude estará com mais de 90% da capacidade. Porém, a previsão do Dnocs é de que, mesmo fechado, o açude perca bilhões de litros de água por evaporação e desça para a cota 101 metros até o mês de janeiro de 2010.

Segundo Francisco Teixeira, diretor da Cogerh, o volume acumulado dá uma maior segurança ao Estado para os próximos anos que venham a ser de seca. O problema é se vier tanta água em 2010 quanto ocorreu neste ano. Em quatro meses, o aumento de 68% para 95% de água acumulada (de um total de 17,8 bilhões de metros cúbicos), somada às cheias dos maiores rios, já inundando as cidades, deixou preocupado o Governo do Estado. Foram 117 sangrando, dos 130 monitorados. Para se ter uma melhor idéia do aumento, basta saber que em 2006 houve sangria de 30 açudes monitorados. O período chuvoso de 2004 encerrou com reserva de 85,6%; 2005 com 71%; 2006 com 70,5%; 2007 com 62%; e 2008 com 85,8%.

Mas outros 11 açudes — três pelo Dnocs e oito pelo Governo do Estado — serão construídos até 2010, representando mais 1,57 bilhão de metros cúbicos de capacidade, aumentando em 8,8% o percentual de armazenamento. O mais aguardado é o Açude Figueiredo, localizado na região jaguaribana, com capacidade de 520 milhões de metros cúbicos.

Mais informações:
Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) - Fortaleza - (88) 3218.7020

Melquíades Júnior
Colaborador


Texto: Diário do Nordeste
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Projeto de revitalização será lançado no dia 17

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Lançamento de projeto sustentável em Limoeiro do Norte contará com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc

Em visita, ontem, ao Sistema Verdes Mares (SVM), o vice-governador Francisco Pinheiro anunciou o Movimento dos Povos do Rio Jaguaribe, que busca articular ações para a recuperação e desenvolvimento sustentável do manancial, considerado uma das principais bacias hidrográficas do Estado. O lançamento do projeto será no próximo dia 17 de junho (quarta-feira), em Limoeiro do Norte, com a presença do governador Cid Gomes e do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

O movimento busca integrar ações e projetos nos 21 municípios que compõem a Bacia do Rio Jaguaribe. A idéia deste primeiro encontro é reunir prefeitos, lideranças sociais e empresários da região para discutir os principais problemas do rio e articular ações como a recuperação da mata ciliar nativa das margens do Jaguaribe e combater a contaminação da água por meio de resíduos sólidos e sanitários, que costumam ser jogados no rio. Além de garantir a preservação do manancial para as gerações futuras, a recuperação do rio é necessária e urgente para evitar que situações como as enchentes ocorridas no Vale do Jaguaribe se repitam.

Uma das principais bacias hidrográficas do Estado, o Rio Jaguaribe sofre com a degradação por conta do assoreamento do leito e a perda da mata ciliar

“Atualmente, o assoreamento do leito e a degradação da mata ciliar nas margens do Jaguaribe são fatores relevantes para que ocorram as enchentes, que causaram tantos estragos este ano. Eu cresci naquela região e percebo que o rio de hoje não é o mesmo da minha infância. Precisamos reverter isso e combater a poluição, pois no rio temos os três principais reservatórios do Estado, o Trussu, o Orós e o Castanhão, que concentram quase 50% da reserva de água”, observa o vice-governador do Estado.


Preservação conjunta


Apesar de ainda não ter previsão de recursos e ações definidas, um dos principais focos do projeto é envolver a população ribeirinha no combate ao desmatamento e na utilização do rio de forma sustentável, algo que Francisco Pinheiro considera essencial para que as ações de preservação do rio tenham efetividade. O projeto vai procurar levantar experiências bem sucedidas nesse sentido e que já estejam em curso nos municípios ao longo do rio.

“Já existem ações relevantes, mas que são pontuais e localizadas. Nossa intenção é estabelecer programas articulados de preservação”, explica Francisco Pinheiro.

No dia 17, durante o encontro em Limoeiro, também será lançado um portal virtual do Movimento dos Povos do Rio Jaguaribe. O site será alimentado com informações da Vice-Governadoria sobre o projeto e o andamento das ações, garantindo transparência e acesso.

Como parte da estratégia também haverá espaços para que a população participe do ambiente virtual por meio do envio de sugestões e críticas, dando sua contribuição para a iniciativa em favor do rio.

SAIBA MAIS

Características


Situada em sua quase totalidade dentro dos limites do estado do Ceará, o Rio Jaguaribe é considerado o maior curso de água do território cearense, com 610 quilômetros de extensão, Ocupa cerca de 51,9% da área total do Estado, o que equivale a, aproximadamente, 75.669 km². As cabeceiras de suas sub-bacias servem de limite entre o Ceará e os estados do Piauí, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Recursos

O Jaguaribe nasce na Serra da Joaninha, no município de Tauá, e desemboca na divisa entre Aracati e Fortim. Ali foram construídos os dois principais açudes do Ceará: o Orós e o Castanhão.

Mais informações: Governo do Estado Gabinete da Vice-Governadoria Avenida Barão de Studart, 598, 1º andar - Bairro Meireles (85) 3101.1071

Texto: Diário do Nordeste
Foto: Cid Barbosa
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ministro do Meio Ambiente participa do lançamento do movimentos dos povos do rio Jaguaribe

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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participa no dia 17 de junho, em Limoeiro do Norte, do lançamento do MOVIMENTO DOS POVOS DO RIO JAGUARIBE.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participa no dia 17 de junho, em Limoeiro do Norte, do lançamento do MOVIMENTO DOS POVOS DO RIO JAGUARIBE, que irá integrar ações e projetos nos 21 municípios que compõem a Bacia do Rio Jaguaribe, de forma a garantir a participação da sociedade no processo ambiental, buscando sua revitalização e o desenvolvimento sustentável da Bacia.

Este projeto, que tem o apoio do Governo do Estado, através da vice-governadoria e vai desenvolver projetos como a criação de redes sociais virtuais de gestão ambiental do Rio, através de um Portal.

De acordo com o vice-governador, Francisco Pinheiro, que é um dos idealizadores do Projeto, entre as atividades que estão sendo pensadas destaca-se a realização de fóruns municipais, como instrumentos de mobilização, para acompanhamento da destinação dos recursos para ações na Bacia Rio Jaguaribe.

Serviço:

Data: 17 de junho

Horário: 14h

Texto: Noticias do Vale
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terça-feira, 2 de junho de 2009

Degradação ambiental contribui para inundações

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Municípios cearenses discutem meio ambiente e os usos dos recursos naturais na semana dedicada ao tema

Limoeiro do Norte. “Do rio que tudo arrasta se diz violento, mas não se dizem violentas as margens que o oprimem”. As palavras de Bertolt Brecht caem como uma chuva no seco, de tão oportunas para este período de chuvas, enchentes, aquecimento global e Semana do Meio Ambiente. De hoje até sexta-feira, vários municípios do Interior desenvolvem extensa programação para discutir a natureza e o que o homem tem feito com ela. Hoje em Russas, haverá discussão sobre agrotóxicos. Amanhã, várias instituições do Ceará debaterão, em Limoeiro do Norte, as causas e efeitos do aquecimento global.

A Semana do Meio Ambiente deste ano faz o alerta menos de prevenir e mais para remediar, para tentar amenizar as conseqüências do que a natureza, o que inclui o ser humano, vêm sofrendo e que ambientalistas esbravejam desde que as margens do Rio Jaguaribe tinham mata original. Quando o rio transborda e arrasta lixo, casas e desabriga pessoas, a população é sensibilizada para a responsabilidade no cuidado com as fontes naturais tão degradadas. A discussão é uma questão de sobrevivência. Em Russas, estudantes assistem à palestra sobre controle biológico X agrotóxicos, pelo professor Ivan Remígio, ambientalista defensor do Rio Jaguaribe e crítico da má utilização dos recursos hídricos na região do Baixo Jaguaribe.

“Aquecimento Global: causas e efeitos” é o tema da Semana do Meio Ambiente no Instituto Federal do Ceará – Campus Limoeiro, com o apoio do Núcleo de Pesquisa em Gestão e Saneamento Ambiental (NUPGSAM), da Prefeitura de Limoeiro do Norte, do Sebrae e da Incubadora Tecnológica do Centec (Intece). O evento quer chamar a atenção da comunidade acadêmica, da sociedade e do poder público para os efeitos do aquecimento na região, que já sofre desertificação, aumento da temperatura, excesso de chuvas e períodos de seca prolongada. A Semana promoverá o diálogo e a reflexão sobre outras questões do cotidiano, como o uso de agrotóxicos, a destinação inadequada de resíduos sólidos e a ocupação das margens dos recursos hídricos na região.

Texto: Diário do Nordeste
Foto: Melquíades Júnior
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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Limoeiro do Norte promove semana do meio ambiente

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“Aquecimento Global: causas e efeitos” é o tema da Semana do Meio Ambiente que acontecerá de 3 a 6 de junho, no Instituto Federal do Ceará - Campus Limoeiro do Norte.

“Aquecimento Global: causas e efeitos” é o tema da Semana do Meio Ambiente que acontecerá de 3 a 6 de junho, no Instituto Federal do Ceará - Campus Limoeiro do Norte, com o apoio do Núcleo de Pesquisa em Gestão e Saneamento Ambiental (NUPGSAM), da Prefeitura de Limoeiro do Norte, do SEBRAE e da Incubadora Tecnológica do CENTEC (INTECE).

O tema é oportuno e atual, visto que a Região do Baixo Jaguaribe teve diversas cidades arrasadas pelas cheias dos rios Jaguaribe e Banabuiú, desabrigando famílias, provocando a perda de safras e aumentando os preços dos produtos alimentícios. Esses mesmos rios sofrem diariamente a contaminação dos depósitos inadequados de resíduos sólidos e líquidos pela ausência ou ineficiência dos sistemas de saneamento.

O objetivo do evento é chamar a atenção da comunidade acadêmica do Campus, do poder público e da população em geral para os efeitos do aquecimento global na região, a exemplo da desertificação, aumento da temperatura, excesso de chuvas e secas prolongadas. Tais problemas estão relacionados com a temática do aquecimento global, identificando as causas deste fenômeno entre as práticas mais comuns do dia-a-dia, como o uso incorreto de agrotóxicos; o tratamento e a disposição inadequada de resíduos sólidos sem preocupação com a reciclagem, além da ocupação desordenada às margens dos recursos hídricos. O desafio dessa semana é relacionar causas e conseqüências de um tema em foco no cenário mundial, com a região do Vale do Jaguaribe através de diferentes escalas.

PROGRAMAÇÃO

03/06 (QUARTA-FEIRA)
8h às 11h30: credenciamento com a entrega de 1kg de alimento não-perecível
Inscrições para o Concurso de curta-metragem

14h30: abertura oficial e Mesa Redonda, com as presenças da jornalista
Maristela Crispim (Diário do Nordeste) e de Rubson Pinheiro Maia (UFRN)
Lançamento do livro “Educação ambiental e sustentabilidade”, organizado por
Kelma Socorro Alves Lopes de Matos

04/06 (QUINTA-FEIRA)
8h: Mini-cursos

14h30: Palestrante Maria Danielly Freire Guerra (FAFIDAM)

18h30: Gincana cultural
05/06 (SEXTA-FEIRA)
8h: Mini-cursos

14h30: Palestrante Flávio Rodrigues do Nascimento (UFF)

18h30: Mostra e premiação dos melhores Vídeos Ambientais. Premiação da equipe vencedora da Gincana Cultural. Encaminhamento dos donativos para a Defesa Civil de Limoeiro do Norte.


Encerramento.

06/06 (SÁBADO)
8h: Atividade de campo com recuperação da mata ciliar de um trecho do rio
Jaguaribe (SOS Jaguaribe)

Texto: Noticias do Vale
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